Colmeia

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Sumário

Aplicativo mobile social para conversas e eventos no entorno, unindo descoberta local em tempo real, privacidade e design intuitivo.

Telas do Colmeia

Visão geral

O Colmeia nasceu de uma inquietação onde a maioria das redes sociais conecta pessoas a partir de quem elas já seguem, mas raramente ajuda a descobrir o que está acontecendo ao redor no momento presente.

Seja em um evento universitário, em uma feira de bairro, em uma conferência ou em uma praça, existem conversas e acontecimentos acontecendo em tempo real. O Colmeia foi criado para ser esse canal de encontro espontâneo, permitindo que qualquer pessoa participe das conversas locais sem a barreira de ter que construir uma base de seguidores antes.

A história do app

O projeto começou com o nome EcoChat. Era um protótipo pequeno, sem login, com um chat anônimo e restrito a uma área próxima. Eu queria observar o comportamento antes de decidir o que o produto deveria ser. A simplicidade ajudou. Eram poucas telas, pouca coisa para configurar e uma pergunta concreta sobre conversa por proximidade.

Com o tempo, ficou claro que EcoChat não comunicava bem a ideia que estava surgindo. O nome parecia o de uma sala fechada, enquanto o aplicativo caminhava para algo mais aberto e comunitário. Colmeia funcionou melhor para a marca, para a comunicação e para a apresentação na Google Play. O nome também trouxe uma imagem que combina com o produto onde pessoas diferentes encontram um espaço comum por alguns instantes.

O escopo cresceu junto com essa mudança. O chat continuou sendo o ponto de partida, mas passou a conviver com conversas por proximidade, eventos e outras formas de descobrir o que acontece ao redor. A preocupação com privacidade acompanhou cada etapa, porque participar não deve significar expor a localização de quem está usando.

O desenvolvimento do Colmeia também faz parte do meu Trabalho de Conclusão de Curso. O TCC investiga como técnicas de linguagem natural podem ajudar na moderação de uma rede social em português, usando o aplicativo como ambiente de estudo e validação.

O login entrou depois por uma necessidade prática de moderação. Mesmo com perfis anônimos para o público, eu precisava reconhecer cada conta de forma segura para limitar abusos, analisar denúncias e aplicar as regras do espaço. A identidade que aparece no aplicativo continua separada dos dados usados para manter a comunidade saudável.

Também busquei referências em produtos que já fazem parte da rotina de muita gente. WhatsApp, Telegram e Signal ajudaram a pensar em conversas privadas, notificações e confiança. Para a área de fofocas, olhei para a dinâmica do Twitter e do Bluesky, principalmente a forma como publicações curtas geram respostas e novas conversas. O Colmeia combina essas referências de um jeito próprio, sempre ligado ao que está acontecendo ao redor.

Desafios e aprendizados da jornada

Construir o Colmeia do zero, passando do primeiro protótipo até uma versão pronta para publicação, foi uma das experiências mais ricas (e difíceis) de desenvolvimento de produto que vivi. Alguns aprendizados marcaram essa trajetória.

  • Projetar para o mundo real. No emulador tudo funciona de forma estável, mas na rua as pessoas entram no metrô, trocam de antena celular e colocam o aparelho no bolso. Uma experiência suave precisa tratar desconexões e perdas de sinal como parte normal do uso.
  • Simplicidade acima de tudo. No início é tentador adicionar muitos recursos. Com os testes, percebi que o essencial é abrir o aplicativo, entender o que acontece por perto e mandar uma mensagem com poucos toques.
  • Privacidade como princípio. Conversar por proximidade sem expor a localização exata de ninguém exige cuidado em cada tela e em cada regra do produto.

Próximos passos

O aplicativo segue em fase final de refinamento para publicação na Google Play, consolidando os fluxos de eventos locais e garantindo uma experiência estável para os primeiros grupos de usuários.